O índice de inadimplência indica a proporção de pagamentos não realizados em relação ao total de vendas em um determinado período.
Ele é um termômetro importante, pois indica o risco financeiro que o negócio corre devido a clientes que não pagam em dia. Quando esse índice está alto, é um sinal de alerta para a empresa ajustar suas estratégias de cobrança e rever suas políticas de crédito.
Quer aprender a calcular? Vamos explicar o processo e mostrar como reduzir esse número. Também vamos trazer um panorama da inadimplência no Brasil e dicas para sua empresa controlar a inadimplência. Continue lendo e saiba tudo sobre o assunto!
O índice de inadimplência é a porcentagem de pagamentos atrasados em relação ao total de vendas de uma empresa em um determinado período. Ele mostra o quanto os clientes estão deixando de pagar no prazo. Quanto maior o índice, maior a inadimplência.
Esse indicador é importante para os empreendedores, pois ajuda a ver se as estratégias de cobrança estão funcionando ou se precisam ser ajustadas. Também pode mostrar que é hora de revisar as condições de crédito.
Para calcular o índice de inadimplência, defina o período de análise e identifique todas as dívidas que completaram 90 dias de atraso durante esse período. Depois, divida o total em atraso pelo valor esperado três meses antes e multiplique por 100.
Assim, você terá a porcentagem de inadimplência da empresa.
A regra é: índice de inadimplência = (total de dívidas em atraso ÷ total previsto para recebimento) x 100
Para ilustrar, imagine uma clínica odontológica que quer calcular o índice de inadimplentes de agosto. Nesse caso, considere as faturas de maio.
Suponha que o total em atraso referente a maio seja de R$ 2.500, e o faturamento desse mês tenha sido de R$ 50 mil. Dividindo o valor em atraso pelo faturamento e multiplicando por 100, o índice chega a 5%.
Para calcular o índice de inadimplência, o primeiro passo é identificar quem são os devedores e analisar o volume das dívidas, além do tempo de atraso de cada uma. Prazo de vencimento e tipo de crédito concedido também influenciam o cálculo.
Esses dados são essenciais para entender a extensão do problema e decidir quais ações tomar.
O índice de inadimplência aceitável é, em média, 5% para dívidas em atraso há mais de 90 dias, segundo o Sistema Financeiro Nacional (SFN) e o Banco Central. Essa taxa serve como referência para o mercado de crédito, mas não se aplica a todos os setores.
Cada empresa precisa definir seu próprio limite de inadimplência, considerando o impacto no fluxo de caixa. Quando esse índice ultrapassa o suportável, o negócio pode enfrentar dificuldades para honrar compromissos com fornecedores e colaboradores.
Práticas para controlar o índice de inadimplência na sua empresa:
Definir uma política de crédito bem estruturada é o ponto de partida. Essa política deve considerar os riscos associados ao cliente com base nos 5 Cs:
Além disso, vale observar as práticas da concorrência para identificar o que funciona e o que pode servir de referência na formulação de uma política própria.
Um cadastro atualizado permite acompanhar o histórico de pagamentos e a jornada de compra de cada cliente.
Essas informações são fundamentais para identificar quem está inadimplente e agir no momento certo. Esse hábito também favorece o pós-venda e ajuda a captar novos dados.
Avaliar o histórico financeiro dos clientes e entender o perfil de cada um auxilia na previsão de riscos de inadimplência. Quando você conhece seu cliente, fica mais fácil oferecer condições de pagamento que se encaixem na realidade dele.
Embora possa ser desconfortável, é necessário entender como cobrar cliente para minimizar perdas financeiras. Considere a abordagem extrajudicial como primeira tentativa, usando contatos por telefone, WhatsApp e e-mails.
Caso essa estratégia não resolva, é possível recorrer a cobranças judiciais, sempre com cautela e como último recurso.
Antes de tomar medidas drásticas, experimente o OK Cobrança! Com esse recurso, você consegue monitorar os títulos a receber e até realizar a negativação diretamente pelo sistema. A automação também permite o envio de notificações por e-mail e SMS.
Analisar o perfil de risco dos clientes antes de liberar crédito é uma prática indispensável. Nesse momento, você deve verificar dados como renda, histórico de pagamentos e dívidas atuais.
Com essa análise, a empresa pode ajustar as ofertas de crédito e definir condições que minimizem os riscos.
Portanto, a junção de todas as práticas que citamos aqui possibilita ter uma visão mais estratégica sobre o índice de inadimplência.
A seguir, falaremos sobre o cenário da inadimplência no Brasil em 2024. Continue com a gente!
A taxa de inadimplência no Brasil em 2024 atingiu patamares preocupantes. Esses índices são consequências de um ciclo prolongado de juros altos.
Com a taxa Selic em alta desde dezembro de 2021 e seu gradual afrouxamento iniciado em setembro do ano passado, a redução de juros ainda não chegou ao consumidor. O resultado? Mais de 70 milhões de brasileiros inadimplentes.
Esse cenário se estende também ao ambiente corporativo. O risco de calote nas empresas brasileiras alcançou um novo recorde. A análise da FTI Consulting revelou uma probabilidade média de 6,27% de inadimplência entre as 34 empresas avaliadas.
Para comparação, durante a pandemia, esse índice era de 4,58%, e no ano passado, chegou a recuar para apenas 1,77%.
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Como vimos, o índice de inadimplência representa a porcentagem de dívidas em atraso. Essa métrica pode indicar a necessidade de ajustes nas estratégias de cobrança e concessão de crédito.
Você também viu que manter o índice controlado evita que o fluxo de caixa seja comprometido. Dessa forma, a empresa consegue cumprir suas obrigações e se sustentar em momentos de incerteza econômica.
Para calcular o índice, é bem simples! Basta definir um período de análise, considerar o montante em atraso e o valor que deveria ter sido recebido.
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